Por equipe VamosAmerica · Atualizado em novembro de 2026
O que o visto de turista permite
O nome oficial é visto de visitante. No Brasil, ele sai como B1/B2 e serve para duas coisas:
- B2 (turismo): passear, visitar parentes e amigos, descansar, fazer tratamento médico.
- B1 (negócios): ir a reunião, congresso ou feira, negociar ou fechar contrato. Tudo isso sem emprego lá e sem receber salário de empresa americana.
O que ele proíbe
- Trabalhar ou aceitar emprego nos EUA, mesmo por pouco tempo.
- "Bico": faxina, obra, entrega, cozinha, babá, "ajudar o primo na obra". A regra americana diz que trabalho de construção, mesmo de poucos dias, é sempre emprego.
- Estudar em curso regular que dá diploma. Para isso existe o visto de estudante.
- Ficar além do prazo que o agente da imigração der na sua entrada.
E trabalho remoto para o Brasil? As regras do visto de visitante não trazem uma autorização clara para isso. Se você pretende trabalhar pelo computador durante a viagem, fale com um advogado de imigração antes. Não confie em "todo mundo faz".
Para trabalhar, o governo americano exige autorização de trabalho. Visto de visitante não dá essa autorização.
Ficar além do prazo (I-94)
A validade do visto não é o tempo que você pode ficar. Esse prazo é decidido pelo agente na chegada e fica no I-94. Consulte o seu em i94.cbp.dhs.gov.
- Ficar um dia a mais que o I-94 já anula o visto.
- Ficar mais de 180 dias e menos de 1 ano além do prazo: 3 anos sem poder voltar.
- Ficar 1 ano ou mais além do prazo: 10 anos sem poder voltar.
Precisa ficar mais por um motivo legítimo? Existe pedido de extensão ao USCIS, feito antes de vencer o I-94. Veja o guia do visto de turista.
O que acontece com quem trabalha sem autorização
Em linhas gerais, quem trabalha com visto de turista:
- perde o visto;
- pode ser deportado;
- pode ficar anos sem poder voltar aos EUA;
- tem mais dificuldade para conseguir qualquer visto no futuro, inclusive o de trabalho.
Além disso, quem trabalha "por fora" fica sem proteção: patrão que não paga, moradia ruim, documento retido. Cada caso tem detalhes; para o seu, procure um advogado de imigração.
Os caminhos legais para trabalhar
A maioria dos vistos de trabalho começa com um pedido feito pelo empregador americano. Você não "pega" o visto sozinho.
Sem diploma
- H-2A: trabalho temporário em fazenda (colheita, viveiro, animais).
- H-2B: trabalho temporário fora da roça (hotel, cozinha, jardinagem, construção).
Nos dois, a vaga precisa ser aprovada pelo Departamento do Trabalho dos EUA, e nenhuma taxa de recrutamento pode ser cobrada do trabalhador. Leia o guia do H-2A e H-2B e veja as vagas oficiais.
Com diploma ou experiência de destaque
- H-1B: profissional com faculdade, contratado por empresa americana.
- O-1: pessoa com habilidade extraordinária comprovada.
- L-1: transferência dentro da mesma empresa, do Brasil para os EUA.
- Green card por trabalho (EB-2 e outros): para morar e trabalhar de forma permanente. Veja a análise grátis do EB-2.
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Como reconhecer a proposta de golpe
- "Tira o visto de turista que lá você arruma trabalho."
- "Todo mundo faz, ninguém confere."
- Cobrança de taxa para "garantir" vaga ou visto.
- Pedido para mentir na entrevista ou no aeroporto. Mentir pode te proibir de entrar nos EUA para sempre.
Recebeu uma proposta assim? Use o verificador de golpe e leia agência que cobra taxa é golpe?
Fontes: USCIS, trabalhar nos Estados Unidos; CBP, consulta do I-94; regulamento dos visitantes B (22 CFR 41.31) e lei de imigração dos EUA (INA 222(g) e 212(a)(9)(B)), em ecfr.gov e govinfo.gov. Conferidas em 07/11/2026.
Conteúdo informativo, não é aconselhamento jurídico. Não somos advogados nem despachantes e não garantimos visto, vaga nem entrada. Para o seu caso, procure um advogado de imigração.
